sábado, 15 de junho de 2013

PLANO DE AULA

Um plano de aula busca aprimorar o trabalho do professor, visto que sua tarefa não é simplesmente transmitir informações, mas sim, elaborar situações de aprendizagem que envolvam os conhecimentos prévios dos alunos e lhes permitam construir novos significados, tornando-os cidadãos autônomos.
Dessa forma é importante que o professor planeje sua aula de acordo a atender o tempo didático disponível e a organização de sua sala, explorando as diversas modalidades de situações de aprendizagem e sempre visando relacionar  os objetivos  e conteúdos.
Não podemos esquecer que um planejamento é um processo de troca de saberes e experiências entre os pares, além de ser  flexível para atender as necessidades que surgirão no decorrer de seu desenvolvimento.





PLANO DE AULA COLETIVO


Docentes: Heloísa H. S. Rodrigues, Rafael M. Paravati, Rosangela M. Ortiz e Gisele G.A. Heleno

Disciplina: Matemática
Tema: Números Racionais
Tempo previsto: 12 aulas
Turma: 9° ano do Ensino Fundamental II
Conteúdos:
  • Representação fracionária e decimal (comparação).
  • Operações com frações e decimais.
  • Sistema de Numeração Decimal (ordens decimais).
  • Razão e Proporção.
  • Porcentagem.
  • Problemas.
Objetivos:
  • Retomar o conhecimento numérico  dos alunos, de maneira desafiadora e contextualizada; principalmente de suas propriedades e de suas representações geométricas.
  • Desenvolver a capacidade de relacionar a noção de número à ideia de equivalência e de ordem;
  • Desenvolver as capacidades de reconhecer e operar com números racionais e de resolver e compreender  situações problemas que envolvam tais números.
Metodologia:
  • Verificar o conhecimento prévio dos alunos, a partir de questionamentos e de um painel com a síntese das ideias apresentadas, socializando-as.
  • Apresentar o contexto histórico, para que os alunos possam relacionar e construir os significados a partir dessas narrativas. Uso da linguagem mista (materna e matemática) para dar significados a representação e as operações com estes números. Vídeos explicativos poderão ser incluídos.
  • Solicitar pesquisas em jornais, revistas,panfletos, mídias, etc, onde apareçam números racionais e discutir o que for apresentado.
  • Elaborar situações problemas além das propostas no Caderno do Aluno e do livro didático, sempre visando contextualizar e desafiar os alunos.
  • Utilizar a calculadora como um recurso de aprendizagem, mas sem anular o cálculo mental.
  • Utilizar atividades lúdicas: dobraduras, jogos e brincadeiras, relacionados com o tema.
Recursos:
  • Livros didáticos e paradidáticos, jornais, revistas, panfletos, Caderno do Aluno, internet, atividades impressas, jogos, malha quadriculada,sulfite, calculadoras, giz, lousa.
Sugestão de atividades:
  • Soroban.
  • Dominó de frações.
  • Construção de um varal com números inteiros, para que seja completado com números racionais.
  • Construção de origamis (dobraduras) para trabalhar frações equivalentes.
Avaliação:
O professor poderá avaliar as habilidades/competências  dos alunos por meio:
  • da observação diária do aluno, durante o processo de participação nas atividades propostas em classe/extra classe e da ação do mesmo nas atividades lúdicas;
  • da elaboração de trabalhos/pesquisas solicitados, em grupos/individuais;
  • da interação durantes as aulas expositivas;
  • de provas objetivas e discursivas.
Recuperação:
Após a avaliação, o professor deverá retomar o conteúdo nos casos em que for verificado o progresso insatisfatório. Para isso deverá diversificar suas estratégias didáticas, optando por exemplo, trabalhar com grupos colaborativos, desafiando os alunos que apresentaram maior progresso a participarem do processo de ensino aprendizagem.
Referência Bibliográfica:
FINI, M. I; MACHADO, N. J. Currículo do Estado de São Paulo: Matemática e suas tecnologias. São Paulo: Secretaria da Educação, 2011. Disponível em: <http://www.educacao.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/238.pdf> Acessado em jun/2012.









quinta-feira, 6 de junho de 2013

UMA HOMENAGEM PARA NOS PROFESSORES - TENHO CERTEZA QUE PODEMOS. - RAFAEL PARAVATI

OLHA QUE INTERESSANTE O DEPOIMENTO DESSE ALUNO - RAFAEL PARAVATI

leitura e escrita de números - MUITO BOM PARA 6º ANO - RAFAEL PARAVATI

Educação Brasileira - PESQUISA -TECNOLOGIAS NAS ESCOLAS - RAFAEL PARAVATI

RAFAEL PARAVATI - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES DE ALGUNS AUTORES SÃO IMPORTANTES PARA ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE A LEITURA E ESCRITA DE MATEMÁTICA.


De fato, nas aulas de matemática, as oportunidades de leitura não são tão freqüentes quanto poderiam, pois os professores tendem a promover muito mais atividades de “produção matemática” entendida como resolução de exercícios. Práticas de leitura não apenas de textos, mesmo que teóricos, de matemática, como também de descrição ou explicação escrita de procedimentos são, muitas vezes, preteridas em beneficio das explicações dos macetes e das receitas. (FONSECA & CARDOSO, 2005 p.66)
A matemática como é considerada normalmente, ou seja, a matemática formalizada que se encontra nos livros didáticos e manuais escolares, é bastante rígida e abstrata. Dentro de uma teoria formalizada não se vê a história da descoberta, não se percebe os erros, nem se pode fazer novas descobertas (CARRASCO, 2001, p.200).
O uso de textos nas aulas de matemática, pode permitir ao aluno conhecer a matemática sob uma perspectiva histórica, contribuir para que ele estabeleça vínculos com ela e constituir-se no principal instrumento para constatá-la como um objeto real, fruto de construções humanas (Carrasco, 2001), capaz de despertar no aluno seu potencial investigativo, elevando-o da posição de receptor à posição de agente construtor de conhecimentos. Participar do processo de criação não deve ser exclusividade de mentes especiais, que retêm conhecimentos especializados em uma determinada área. O encanto e prazer resultante deste processo devem ser experimentados por todos os indivíduos (Carrasco, 2001, p. 201).
 As Relações das práticas de leitura e escrita com a teoria de aprendizagem situada compreende a aprendizagem como prática social que ocorre num contexto específico ou em comunidades de prática. Nessa concepção de aprendizagem, segundo Lave (1996), as mudanças de participações em práticas dinâmicas são ações marcantes dos indivíduos que permitem verificar se realmente houve aprendizagem. A interação entre os participantes de uma comunidade passa ser o aspecto mais visível dessa mudança de participação.
Se considerarmos o ensino e aprendizagem de matemática em termos de práticas sociais, estaremos partindo do pressuposto de que ensinar e aprender matemática envolve indivíduos participantes e inseridos em um contexto sociocultural no qual compartilham dentre outros aspectos costumes, valores e culturas. (PIRES, 2006, p.7)

Porque a aprendizagem transforma quem somos  e o que nós podemos fazer. Não é apenas uma acumulação de conhecimento e informações, mas sim um processo de se tornar uma determinada pessoa. Ou, inversamente, a fim de evitar tornar-se uma pessoa (WENGER, 1998, p.215). Wenger afirma ainda que “nós acumulamos competências e informações não abstratas com fim em si mesmas, mas a serviço de uma identidade” (Ibidem p.215).